Algumas bandas passam sua carreira inteira, esperando produzir um álbum tão complexo, coeso e criativo como
A Fever You Can't Sweat Out; mas não Panic! At The Disco: eles conseguiram fazer isso na primeira tentativa. Antes de você pegar uma toalha molhada, vamos diagnosticar o que causou a sua febre*: Tudo começou nos subúrbios de Las Vegas quando um garoto de 12 anos chamado Ryan Ross pediu para seus pais uma guitarra de Natal. Seu vizinho, Spencer Smith implorou aos seus pais por uma bateria, para que a dupla pudesse tocar. "Sério, desde aquele primeiro ano (tocando instrumentos), tudo o que fazíamos era covers das músicas do Blink 182", lembra Spencer rindo. A banda acabou amadurecendo, seguindo em frente e recrutanto os colegas de classe Brent Wilson e Brendon Urie para tocar baixo, e ser o vocal, respectivamente. Com tudo arrumado, o novo natalino Panic! At The Disco, começaram a praticar na sala de estar da avó do Spencer e começaram a escrever algumas músicas, que eventualmente iriam para
A Fever You Can't Sweat Out. Com suas habilidades para instrumentos e letras íntimas, não demorou muito para que a banda despertasse o interesse do Fall Out Boy, Pete Wentz, que trouxe a trouxe para
Decaydance e
Fueled By Ramen.
"Nós realmente conectamos com
Decaydance/
Fueled By Ramen e eles entenderam o que nós queriamos como uma banda", explica Ryan."Eles nos deram muito mais liberdade para que pudessemos fazer aquilo que nos fizesse felizes com nossa música". Logo depois de assinarem, as coisas ficaram sérias e começaram a andar rapidamente. Spencer e Brent terminaram o colegial por educação a distância, Brendon tinha aulas durante o dia, e praticando durante a noite; e Ryan decidiu largar a escola no final, causando um grande desentendimento entre ele e sua família. "Quando eu disse ao meu pai que queria largar a escola e escrever músicas, ele pirou totalmente. Era uma batalha entre fazer o que me deixava feliz, ou fazer o que deixava ele feliz". Tirando a bênção de um pai, os quatro amigos arrumaram as coisas e saíram de casa pela primeira vez, seguindo para o College Park, em Maryland, para gravar seu primeiro álbum com o famoso produtor Matt Squire (Thrice, Northstar, The Receiving End Of Sirens).
"Nós não queríamos escrever um álbum que tinha 11 das mesmas músicas,"explica Ryan. Para ter certeza que isso não iria acontecer, a banda criou um conceito que divide o álbum em duas metades: a primeira sendo futurística, completamente com bateria e sintetizadores, e a segunda sendo totalmente nostalgical com Vaudevillian piano e acordeões. A banda teve como influências: a estrutura melódica de Third Eye Blind (na música "But It's Better If You Do"); instrumentos teatrais do Queen (na música "Build God, THen We'll Talk") e a narrativa nas letras de Counting Crows (na música "There's A Good Reason These Tables Are Numbered Honey, You Just Haven't Though Of It Yet")
Atenção: Panic! At The Disco não é uma modinha. Prepare-se para as consequências.
*Fever é febre em inglês.